A direção nacional do União Brasil decidiu não autorizar a desfiliação da vereadora Monnize Costa, barrando, ao menos por ora, a possibilidade de a parlamentar disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Mato Grosso por outra sigla nas eleições de 2026.
Com atuação destacada no médio-norte do estado, especialmente em Diamantino, e crescente projeção também em Cuiabá e região da Baixada Cuiabana, Monnize vinha sendo apontada como nome certo para migrar ao PSD, legenda liderada em Mato Grosso pelo ministro da Agricultura Carlos Fávaro.
Nos bastidores, a vereadora teria buscado diferentes caminhos para viabilizar a mudança partidária, incluindo articulações políticas e jurídicas. Ainda assim, a direção nacional do União Brasil manteve posição firme em não conceder a liberação. Uma alternativa judicial não está totalmente descartada, mas é considerada remota por interlocutores próximos.
Em nota, a parlamentar lamentou o que classificou como “adiamento de um sonho”, mas reafirmou o compromisso com sua atuação política e com as pautas que defende.
“Trabalho focada no social e no futuro das nossas crianças. Vou continuar firme no propósito das causas dos neurodivergentes, da industrialização, da educação, saúde e infraestrutura. Continuarei meu mandato de vereadora construindo bases sólidas para um futuro que possa conciliar nossas ações pelo bem comum e, sobretudo, furar essa bolha que insiste em excluir mulheres da disputa eleitoral”, declarou.
Apesar do revés, aliados avaliam que Monnize Costa segue como uma das lideranças emergentes da região, com potencial de crescimento político nos próximos anos, especialmente pela atuação em pautas sociais e pela defesa da maior participação feminina na política