Conteúdo/ODOC - O senador e pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, Jayme Campos (União Brasil), afirmou ter recebido relatos de que convencionais do partido estariam sendo alvo de ofertas de dinheiro, empregos e convênios para votar contra sua candidatura na convenção estadual da sigla, marcada para o dia 30 de julho.
Sem apresentar provas, Jayme disse que ouviu as informações de aliados, mas evitou fazer acusações diretas sobre a suposta movimentação nos bastidores do partido. Segundo ele, a disputa deve ser decidida pela consciência dos convencionais.
“Tenho ouvido alguns amigos dizerem: ‘Estão levando propostas indecorosas’. Eles me falaram em dinheiro, emprego e convênio. Para mim, isso não é relevante. O que manda é a consciência, sobretudo dos nossos amigos e amigas que fazem parte do partido”, declarou.
As falas ocorrem dias após o deputado estadual Júlio Campos afirmar que emissários ligados a um grande empresário do agronegócio estariam tentando convencer integrantes do União Brasil a rejeitarem a candidatura de Jayme ao Palácio Paiaguás.
Apesar das declarações, o senador adotou cautela ao comentar o assunto e afirmou que não trabalha com acusações sem comprovação.
“Eu sou daquela velha história: ver para crer. É preto no branco. Esse negócio de vir e falar, nada disso. Eu não vi”, afirmou.
Mesmo diante das especulações sobre um possível racha interno, Jayme disse confiar no histórico político que construiu ao longo da carreira e acredita que isso será levado em consideração pelos convencionais na hora da votação.
“Todo mundo conhece minha história, minha biografia, e eu espero que, pelo trabalho que sempre fiz como homem público de Mato Grosso, tenha uma boa vitória na convenção”, disse.
Na convenção do dia 30, o União Brasil decidirá se lança Jayme Campos como candidato ao Governo ou se apoiará a tentativa de reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos), posição defendida pelo grupo político do ex-governador Mauro Mendes.
O senador também descartou discutir qualquer cenário alternativo caso seja derrotado. Segundo ele, sua aposta continua sendo a vitória na disputa interna.
“Eu não trabalho com pressupostos. Eu aposto que vou ser candidato e aposto que vou ganhar a convenção. Ponto”, concluiu.