Conteúdo/ODOC - A troca de farpas entre os vereadores Ilde Taques e Demilson Nogueira, durante a sessão desta terça-feira (9), voltou a expor o clima de tensão que marca os bastidores da Câmara de Cuiabá e reacendeu um apelido que por anos acompanhou o Legislativo municipal: a “Casa dos Horrores”.
O embate começou quando Ilde Taques criticou declarações feitas por parlamentares da base do prefeito Abilio Brunini e reclamou de ter sido acusado de promover uma “cortina de fumaça” ao convocar debates na Casa. Durante a fala, o vereador afirmou que alguns colegas atuam como “puxa-saco” do Executivo e cobrou respeito ao trabalho parlamentar.
A resposta veio imediatamente. Sem citar diretamente o termo utilizado pelo colega, Demilson Nogueira rebateu afirmando que conhece o comportamento dos vereadores da Casa e fez referências a conversas de bastidores, elevando ainda mais a temperatura do debate. A discussão ocorreu em plenário e foi acompanhada por outros parlamentares.
O episódio acontece justamente em meio às articulações para a sucessão da presidência da Câmara. Ilde Taques é apontado como um dos possíveis candidatos ao comando do Legislativo no próximo biênio, o que aumenta a disputa interna entre grupos políticos e amplia os atritos entre vereadores governistas e independentes.
Mais do que uma discussão isolada, a cena reforça uma imagem que parte da população acreditava ter ficado no passado. As trocas de acusações, ataques pessoais e embates públicos fazem ressurgir a comparação com a antiga “Casa dos Horrores”, apelido que ganhou força em legislaturas anteriores marcadas por conflitos internos, escândalos e disputas constantes. Em vez de discussões centradas em projetos e soluções para a cidade, o plenário voltou a ser palco de confrontos políticos que colocam a própria Câmara no centro das atenções.